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Fazer a sequela de um jogo que já era completo é um problema difícil. A olzhass resolveu-o por acumulação: mais veículos, mais modos, ambiente maior, mais opções de personagem. Car Parking Multiplayer 2 é o primeiro jogo com o volume aumentado, e isso é ao mesmo tempo uma vantagem e uma fragilidade.
A vantagem vê-se logo. Cento e sessenta veículos com interior, modo de drone, modo de táxi, modo de arranque em linha reta, pintura livre de carroçaria e um ambiente notoriamente mais denso do que o do antecessor. A fragilidade também: nem tudo o que foi acrescentado tem a mesma profundidade.
Uma sequela mais larga do que funda. Quem nunca jogou o original vai encontrar aqui o pacote mais moderno; quem passou centenas de horas no primeiro vai reconhecer quase tudo e discutir se as adições justificam a mudança.
A lista é longa e vale a pena arrumá-la. O ambiente cresceu e ganhou interiores acessíveis em mais edifícios; entraram modos que o original não tinha, com destaque para o drone e para o táxi; a personalização de personagem passou a ter animações e expressões; e a pintura de carroçaria deixou de ser um menu de cores para passar a ser uma ferramenta livre.
O que não mudou substancialmente foi a condução. A base é a mesma, com a mesma sensação de peso e a mesma exigência nas manobras, e isso é uma boa notícia — era o ponto mais forte do original.
De todos os modos novos, o táxi é o que dá mais sentido ao mapa. Pega-se num passageiro, leva-se a um destino do outro lado da cidade e, pelo caminho, aprende-se a geografia do sítio de uma forma que nenhum objetivo de estacionamento consegue.
O modo drone é mais um brinquedo do que um modo, divertido durante dez minutos, útil sobretudo para ver o mapa de cima. O de arranque em linha reta é competente mas dispensável num jogo que não vive de velocidade.

O catálogo é impressionante em número e desigual em detalhe. Os modelos principais têm interior completo, painel funcional e som próprio; alguns dos veículos secundários notam-se mais simples, com painéis genéricos e portas que abrem sem animação própria.
A afinação mantém a profundidade da casa: caixa, motor, turbo, suspensão, ângulo de rodas. Continua a ser possível arruinar um carro com regulações agressivas, e continua a ser essa a graça.
É mais exigente do que o antecessor, o que era previsível. Em aparelhos de gama média com alguns anos, convém baixar sombras e distância de desenho antes da primeira sessão. Com essas definições, corre de forma estável; sem elas, há engasgos nas zonas com muitas pessoas.
O tempo de arranque da aplicação é longo, e isso desencoraja sessões de cinco minutos — este é um jogo para quando há tempo.
Com tantos modos e tantos veículos, o menu inicial passa a ser uma decisão em si. Falta uma sugestão do jogo sobre por onde começar, e quem instalar sem conhecer o original pode passar a primeira meia hora a navegar em vez de conduzir.

Nota editorial de EditorFPS numa escala até dez, atribuída depois de jogar. É uma opinião assinada e não tem relação com a classificação de 4,4 que o jogo tem na Google Play. O método está descrito aqui.
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