Glossário de géneros de jogos móveis
As etiquetas de género nas lojas de aplicações são pouco fiáveis: o mesmo jogo aparece como aventura numa loja e como simulação noutra. Este glossário explica o que cada palavra significa quando a usamos aqui.
Simulação
Um jogo em que se reproduz uma atividade com regras próximas das reais, sem pressão de reflexos. Decorar uma casa, gerir um hotel ou construir uma rotina numa cidade são simulações neste sentido: o desafio está em decidir e organizar, não em reagir depressa.
A simulação móvel raramente procura rigor técnico. Procura a sensação de estar a fazer aquela atividade, com o mínimo de fricção possível.
Condução, e porque não é o mesmo que corridas
Nos jogos de condução o objetivo é o controlo do veículo num espaço apertado: estacionar, manobrar, cumprir regras de trânsito. O adversário é a geometria. Nas corridas o objetivo é chegar primeiro ou bater um tempo, e o adversário é o cronómetro ou outra pessoa.
A distinção importa na prática: um jogo de condução com direção nervosa é insuportável, enquanto num jogo de corridas alguma nervosia pode até acrescentar tensão.
Corrida sem fim
Também conhecida como corredor infinito. A personagem avança sozinha, o percurso não tem fim e o objetivo é durar. Não há vitória possível, só uma distância maior do que a anterior, e o comando resume-se normalmente a gestos de deslizar.
É o género mais adaptado ao telemóvel porque não exige tempo mínimo de sessão nem conhecimento prévio.
Arcada
Partidas curtas, regras imediatas e dificuldade que sobe por camadas. A palavra vem das máquinas de salão, onde cada partida tinha de ser compreensível em segundos. No telemóvel, mantém o mesmo espírito: entrar, jogar dois minutos e sair.
Coleções de minijogos para várias pessoas no mesmo ecrã entram nesta família, porque partilham a mesma economia de tempo e de regras.
Jogo ocioso
Um jogo em que o progresso continua com a aplicação fechada. Quem joga não executa tarefas; decide onde aplicar aquilo que se acumulou desde a última visita. É um formato que vive de visitas curtas e frequentes, e que não recompensa sessões longas.
O nome em inglês, idle, aparece com frequência nas lojas e é a mesma coisa.
Quinta
Semear, colher, transformar e entregar, com temporizadores a marcar o ritmo. A profundidade destes jogos mede-se pela cadeia de produção: quantos passos separam a semente do produto final e quantas decisões existem pelo meio.
Em português de Portugal usamos quinta; a palavra fazenda, comum noutras variantes, aparece nos títulos originais de alguns jogos e é mantida tal como está registada na loja.
Aventura e mundo aberto
Aventura é a etiqueta mais elástica das lojas e cobre quase tudo o que tem exploração e uma sequência de objetivos escolhidos por quem joga. Mundo aberto significa apenas que o espaço é percorrível sem corredores obrigatórios — não significa que haja muita coisa lá dentro.
Por isso, sempre que usamos a expressão, dizemos também o que há para fazer no espaço em causa.
Free-to-play
Literalmente, jogo gratuito para instalar e jogar. Todos os títulos analisados neste site pertencem a esta categoria. A página dedicada explica com mais detalhe o que a expressão abrange e o que não abrange.