
Arcada · RobTop Games
Geometry Dash Lite
Um botão, música que dita o traçado e níveis que se recomeçam do princípio a cada erro. Duro, mas exemplarmente desenhado.
Ler a análise de Geometry Dash LiteEliminatórias com obstáculos · CASUAL AZUR GAMES
Se o corredor infinito é uma corrida contra o próprio erro, STAR é uma corrida contra dezenas de pessoas ao mesmo tempo, num percurso cheio de plataformas giratórias, bolas que rolam e portas que só deixam passar metade do grupo. A cada ronda saem os últimos; ao fim de três, resta um punhado.
A diferença face aos corredores clássicos é o caos. Nenhuma tentativa é igual à anterior, não porque o percurso mude, mas porque as outras personagens empurram, bloqueiam e caem em cima umas das outras. O percurso é apenas metade do problema.
Funciona bem quando a ligação está estável e a sala enche depressa. Nessas condições, é o jogo mais divertido desta secção. Quando a ligação oscila ou a sala demora, torna-se frustrante, e isso acontece com frequência suficiente para pesar na avaliação.
A estrutura eliminatória é a melhor decisão do jogo. Cada ronda dura pouco mais de um minuto e tem uma personalidade própria — uma de corrida pura, outra de plataformas suspensas, outra de sobrevivência num espaço que encolhe. Perder cedo custa pouco tempo, o que convida a tentar logo outra vez.
A curva de tensão é bem construída: à terceira ronda restam poucos participantes e cada erro é definitivo.

As personagens empurram-se, tropeçam e são atiradas por obstáculos móveis. A física é propositadamente exagerada e produz situações impossíveis de planear, o que gera as melhores histórias do jogo — e também as derrotas mais injustas.
Nem sempre é claro quando se foi eliminado por erro próprio ou por colisão alheia, e o jogo não oferece repetição para esclarecer.
O catálogo de armadilhas é razoável: rolos giratórios, plataformas que desaparecem, rampas com pêndulos, portas falsas. A rotação entre percursos evita a memorização imediata e mantém as primeiras horas interessantes.
Passado esse período, começa a notar-se a repetição de troços entre percursos diferentes, montados por combinação de peças conhecidas.

Este é o problema central. Registámos saltos de posição, personagens a teletransportar-se e esperas longas para completar salas em horários menos concorridos. Numa proposta que depende inteiramente da presença simultânea de dezenas de pessoas, isto não é um detalhe.
Com rede estável e em horas de maior movimento, o jogo comporta-se muito melhor, o que confirma que o problema é de infraestrutura e não de desenho.
Cores fortes, personagens redondas e cenários com boa profundidade. Em rondas com muita gente no ecrã, porém, torna-se difícil identificar a própria personagem, e o indicador que a assinala é pequeno demais.
Nota editorial de EditorFPS numa escala até dez, atribuída depois de jogar. É uma opinião assinada e não tem relação com a classificação de 4,3 que o jogo tem na Google Play. O método está descrito aqui.
Cinco análises escolhidas por proximidade de género e de ritmo, e não por popularidade.

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